S01EP17 – Continuidade – “A migração é um processo de autoconhecimento”. Entrevista com Carlos Morgado

Nesta terceira e última parte da entrevista, nosso primeiro convidado Carlos Morgado, fala do projeto de educação e arte que organizou com sua esposa durante a sua temporada em Uganda. Além disso, ele nos conta mais sobre a vida em um campo de refugiados e do seu trabalho com jovens que chegam a Bremen em busca de refúgio.

Se você deseja se engajar em um trabalho voluntário com jovens refugiados aqui em Bremen, entre em contato com a FluchtRaum Bremen e.V.

https://www.fluchtraum-bremen.de/

https://www.acnur.org/portugues/

Uma resposta para “S01EP17 – Continuidade – “A migração é um processo de autoconhecimento”. Entrevista com Carlos Morgado”

  1. Adorei a entrevista com Carlos!!!!
    O que ele falou sobre os refugiados que qdo chegam aqui tem as vezes que criar uma outra identidade para poder ficar aqui, mm lembrou uma passagem da minha migração, embora não seja refugiada passei por algumas situaçoes onde tive que mentir. Mim lembro bem de uma situação onde eu recebia ajuda para escrever meu Curriculum em alemão em uma organização em Bremen que ajuda a mulheres estrangeiras. Quando a funcionária da organização viu todos os trabalhos (subempregos) que eu já tinha feito no Brasil mim disse que eu não podia colocar aquilo tudo no Curriculum senão iria dar a impressão que eu não ficava em trabalho nenhum e com isso teria dificuldades em arrumar trabalho aqui na Alemanha. Expliquei para ela que no Brasil a gente muitas vezes não se pode dar o luxo em escolher trabalhar só numa área o desemprego é muito grande e as condições de trabalho muitas vezes precárias e temos poucos direitos trabalhistas o que nos força muitas vezes trocar de trabalho,. Ela por ser estrangeiras entendeu meus argumento mais mim disse com esse Curriculum vc vai tem muita dificuldade p arrumar trabalho aqui.
    Com a ajuda dela meu Curriculum foi “elaborado” no nível alemão, muitas experiências profissionais foram excluídas do meu Curriculum , o tempo que trabalhei em algumas empresas foram alongados “para dar uma boa impressão” e assim sai de lá com um Curriculum no nível alemão mais por dentro triste com a sensação de que meus anos de luta tinham sido jogado no lixo….. Eu olhava p o Curriculum é pensava esse Curriculum não é meu, achava ele tão pobre comparando com o que eu tinha vivido…
    Com o Curriculum consegui um trabalho e uma vaga numa escola p fazer um curso profissionalisante!
    Pensei um dia fazer um Curriculum e colocar tudo sem “enfeitar” para ver o que vai dar 🙂

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