As Capitais do Nordeste

Na semana do aniversário da cidade de São Paulo, a revista Veja, em sua edição local, apareceu com uma capa que acabou não homenageando paulistas e ofendendo nordestinos. A reportagem, que tentou fazer uma reverência às contribuições de uma nova geração de migrantes nordestinos à maior capital do Brasil, terminou por deixar um gosto amargo em sua ação ao fazer um retrato do Nordeste que o próprio nordestino não reconhece e por falhar em reconhecer a diversidade real da região que tentaram galantear. Isso revelou, no entanto, uma valiosa oportunidade de refletirmos sobre estereótipos, preconceitos e migração dentro de nosso próprio país.

Antes mesmo de ler a reportagem, a gente já consegue se chocar pela capa. O título da reportagem “A capital do Nordeste” já demonstra uma falta de reconhecimento à grande diversidade da região Nordeste. Falar de Nordeste como se fosse uma coisa só é tão problemático quanto falar da África como se fosse um único país. É impressionante como esse discurso ainda está impregnado na nossa forma de falar.

Nos episódios 7 e 9 da segunda temporada do Continuidade Podcast, falamos justamente sobre estereótipos e preconceitos na migração.

Clica pra ouvir: Episódio 7 – Parte I / Episódio 9 – Parte 2

O Nordeste é uma região plural e diversa, que ocupa 18% da extensão territorial do país e que incorpora 9 estados muito distintos entre si. O nordestino é rural, sertanejo, praieiro e urbano. A região abriga costumes, ritmos, culinárias, climas e falares diferentes em seus estados (e também dentro deles!). Cada um tem a sua cultura e a sua capital, das quais seus habitantes têm orgulho e que os diferencia dos demais. Tentar definir uma capital para essa região – pior ainda se essa cidade está fora dela – é ignorar toda a diversidade que ela tem dentro de si. É anular o seu protagonismo dentro da sua própria identidade.

Mas esse não é o único problema dessa “homenagem”. A reportagem se baseia em um modelo de “migração que deu certo”. Quem são os nordestinos e as nordestinas que aparecem nessa capa? Pessoas de “sucesso”, donas de startups, chefs, empresárias. Todas são pessoas, atualmente, ocupam um lugar de prestígio social e, em sua maioria, de pele clara.

É grave passar a mensagem de que esse é o tipo de migração que deu certo. Onde estão os nordestinos assalariados que vivem nas periferias da cidade? Onde estão os operários e as operárias que trabalham duro para manter a metrópole funcionando? O nordeste representado na capa não corresponde à maioria migrante dessa região. E mais: alcançar riqueza material não deve ser o único caminho para o sucesso, para “dar certo”.

Antes de se autointitular “A Capital do Nordeste”, seria interessante saber quantos nordestinos de fato se sentem em casa nessa “sua” capital. Será que a cultura local é tão receptiva e acolhedora a ponto de fazer com que essas pessoas tenham um sentimento de pertencimento ao local? Será que o ser nordestino pode encontrar reconhecimento na sua capital do Sudeste mesmo que ele não seja empresário e que não tenha tanta escolaridade? A interculturalidade pode ser uma coisa maravilhosa e enriquecedora, mas, para isso, pressupõe uma troca, uma via de mão dupla e um conhecimento mais profundo de todas as culturas envolvidas. Quanto ao Sudeste, ele realmente conhece o Nordeste?

*Por Cris Oliveira

*Revisão e contribuições de conteúdo: Daniele Stivanin e Lali Souza

Imagem de destaque: site Amigos Nordestinos

Episódio #70 Entrevista do mês Fran

A nossa primeira entrevista de 2021 traz uma a virada de perspectiva sobre migração. Francine Estivallet é uma empresária, empreendedora e chef de cozinha por trás da @a_bergamota, além de ser uma mulher migrante. Filha de baiana com um gaúcho, já morou por vários estados do Brasil, mas há anos deixou o calor escaldante de Salvador na Bahia e foi morar em Timbó, em Santa Catarina. Ouvindo o Continuidade Podcast ela descobriu que muitos dos seus sentimentos em sua nova vida, estavam relacionados com sua migração. 

A entrevista está deliciosa tanto para ouvidos quanto para a nossa memória degustativa.

Vem escutar e se deliciar. É só clicar no play.

Perspectivas para 2021

Depois da surpresa impactante que 2020 nos trouxe, devemos ter muita cautela com os planos e a empolgação com os projetos para 2021. Ainda assim, sabemos que a esperança é um elemento central na migração e, por isso, não podemos deixar de sonhar, planejar e projetar algumas expectativas para esse ano. Vamos com cuidado, mas vamos!

É nesse clima que compartilhamos com vocês alguns de nossos planos e desejos para 2021:

  • O ano passado nos obrigou a buscar formas diferentes de nos conectarmos. Sendo assim, aulas e eventos online passaram a fazer parte da normalidade. Claro que nós não poderíamos ficar de fora e também temos pensado em eventos que podemos oferecer este ano para nos mantermos conectadas com vocês, ouvintes e leitoras/es. Isso nos leva diretamente para o segundo ponto.

Nos mantermos conectadas é fundamental para superarmos as dificuldades, sejam elas geradas pela migração ou por uma pandemia inesperada. O fato de ainda termos que ter cautela e manter o distanciamento social fisicamente não nos impede de nos mantermos juntas/os através das tecnologias que estão disponíveis para nós. Mas nos conectarmos com quem? Há tanta gente produzindo conteúdo de qualidade sobre migração que, muitas vezes, esse pessoal acaba passando despercebido pelo nosso radar. Criar uma rede para indicar pessoas, grupos ou associações e ajudar a divulgar os trabalhos desses profissionais é uma das nossas missões para 2020. Assim, esperamos fazer com que cada vez mais pessoas consigam o apoio que melhor se encaixa aos seus perfis e necessidades.

Imagem: Gerd Altmann por Pixabay.
  • Outro plano do Continuidade para este ano é chegar ainda mais perto de vocês, que nos acompanham. Queremos ouvir e ler suas histórias, saber quais temas lhes interessam, incomodam e despertam a curiosidade. Que tal nos escrever sugerindo temas para os episódios e para o nosso site?  Com certeza, todo mundo vai sair ganhando com essa troca. Eis aqui algumas formas de participar:

– Conte sua história de migração.

– Indique intituições e projetos que lidam com a temática da migração e do empoderamento de pessoas migrantes.

– Sugira temas relacionados à migração.

– Indique filmes, livros, músicas, séries, cursos, palestras e eventos que tratem dessa temática.

  • Queremos fazer do Continuidade um espaço nosso, coletivo. Um acalanto para pessoas migrantes com as suas mais diversas biografias. Para isso, também esperamos fazer muitas parcerias durante este ano, para que possamos chegar a novas pessoas. E nós contamos com o seu apoio para amplificar nossas vozes, compartilhando nosso conteúdo e espalhando as palavras do Continuidade por aí.

No final das contas, o maior desejo do Continuidade para este ano, o desejo que está na base de tudo, é que a gente consiga ter um ano com muita saúde, informação e leveza. Vem fazer o Continuidade junto com a gente!

*Por Cris Oliveira

Imagem de destaque: Free-Photos por Pixabay.

Episódio # 69 – Caldeirão de Migração

Voltamos! No episódio de hoje batemos um papo sobre como passamos nossas férias, as músicas, filmes e livros que nos inspiraram e nossas perspectivas para o ano de 2021. Foi um episódio cheio de emoções. Vem escutar!

Aqui estão os links do episódio:

  1. Entrevista com Fábio Porchat no Roda Viva
    https://www.youtube.com/watch?v=KGmMovOqQrU
  2. Podcast Mamilos
    https://www.b9.com.br/shows/mamilos/
  3. Indicação de Flora: Documentário AmarElo – É tudo pra ontem
    Tá no Netflix. Aqui tem o trailer:
    https://www.youtube.com/watch?v=FQ9hCN0ZYSg
  4. O caso da partida de futebol que foi interrompida por causa de uma expressão racista, a qual Florinha se referiu no episódio foi esse aqui:

https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/liga-dos-campeoes/noticia/rafael-relata-ofensa-racista-de-quarto-arbitro-contra-auxiliar-do-istanbul-negro-sai-dai-vai-embora.ghtml

Só um detalhe. Preste atenção na linguagem usada pela reportagem para noticiar o caso. Você nota alguma coisa estranha? Podemos conversar sobre isso em outro momento.

  1. A reação do Esporte Clube Bahia a um caso de ofensa racista que Cris falou. Aqui também, observem o tipo de perguntas que a reportagem faz. Se quiserem, a gente conversa sobre isso em outro episódio.

https://daqui.opopular.com.br/editorias/esporte/se-ram%C3%ADrez-for-culpado-mancha-hist%C3%B3ria-do-bahia-diz-presidente-sobre-caso-gerson-1.2170404

  1. Entrevista de Aline Djokic ao Blogueiras Negras
    https://www.youtube.com/watch?v=LAM5AD3YX3Q&t=3s
  2. Cris se atrapalha e fala o nome da escritora errado, mas o texto que ela menciona sobre ser étnico x ser branco é “White means never having to say you’re ethnic” de Pamela Perry. Aqui tem o PDF: https://www.semanticscholar.org/paper/White-Means-Never-Having-to-Say-You%27re-Ethnic-Perry/2df894218ad1c32de7ef2fdab5c27ea329ec1e78
  3. Indicação de Cris: Milk and Honey da poeta e ilustradora Rupi Kaur
    https://rupikaur.com/
  4. Cris fazendo propaganda de seu próprio blog
    https://asaltimbanca.blogspot.com/2021/01/rituais.html

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Home Base Groove de Kevin MacLeod é licenciada de acordo com a licença Atribuição 4.0 da Creative Commons. https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Fonte: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100563

Artista: http://incompetech.com/

#68 As bruxas de Bremen.

Nós interrompemos nosso recesso de fim de ano para trazer pra vocês um episódio especial. Hoje nós pedimos licença a vocês, nossos queridos ouvintes e nossas queridas ouvintes, para fazer um episódio que é mais pra gente mesmo. E para prestar homenagem a uma pessoa muito especial, mas que infelizmente não está mais entre nós.
Nossa querida amiga Maria da Graça, nossa Gal, antes nos deixar em 2016 ela escreveu uma história de formação de um grupo que até hoje se mantém como uma espécie de família substituta para nós.
É uma história de migração, recomeço, continuidade e amizade. Essa história é muito importante para nós e esperamos que ela sirva para inspirar vocês.

Com vocês um pouco de nossa história de migração e das Bruxas de Bremen.

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Feliz Natal!

O Continuidade Podcast entra também no espirito natalino e gostaria de desejar uma celebração de muita amorosidade com o próximo e de muitos abraços virtuais. Que os desafios enfrentados até agora possam nos fortalecer para entrarmos em 2021 com toda garra e coragem para viver as alegrias que estão por vir.

A gente vai também se recolher nas próximas semanas, para voltar em 2021 com toda energia para preparar episódios surpreendentes!

Nos vemos em 2021!

#67 Balanço 2020

Hoje é dia de Balanço do Contiuidade 2020! O segundo ano do nosso podcast não está sendo nada fácil. Produzir conteúdo ao mesmo tempo que administramos nossas carreiras e famílias tem sido um grande desafio. Nesse episódio, juntamos as mulheres que fazem o Continuidade acontecer para falarem sobre esse ano doido que vivemos. Tá bem divertido, vem escutar!

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Canções de Migração: Na Volta Que o Mundo Dá

A canção Na Volta Que o Mundo Dá, que conhecemos na voz da cantora Vânia Abreu, parece ter sido feita para o Continuidade. A letra é linda e faz quase que um resumo das fases da migração, das quais a gente tanto falou nos primeiros episódios do nosso podcast.

A música retrata uma migração voluntária e começa falando daquele sentimento que, muitas vezes, não sabemos muito bem de onde vem. É aquele “chamado”, uma vontade de experimentar viver em outro lugar.

Um dia eu senti um desejo profundo

De me aventurar nesse mundo

Pra ver onde o mundo vai dar

Ao chegar no destino, é comum vivermos uma euforia deliciosa com as novas experiências. O novo pode ser bastante sedutor e a sensação de realizar um sonho é mesmo muito gostosa.

Pisei muito porto de língua estrangeira

Amei muita moça solteira

Fiz muita cantiga por lá

Varei cordilheira, geleira e deserto

O mundo pra mim ficou perto

E a terra parou de rodar

Passada a euforia inicial, vêm as dificuldades. É quando a realidade bate na porta e, muitas vezes, traz consigo a vontade de voltar para o que nos é familiar. Nesta fase, sempre alertamos sobre a importância de ter atenção aos nossos sentimentos e de buscar ajuda, se necessário. Mesmo que a tristeza seja algo normal e parte da vida, lembre-se que você não precisa enfrentar o mundo sozinha(o).

Com o tempo

Foi dando uma coisa em meu peito

Um aperto difícil da gente explicar

Saudade, não sei bem de quê

Tristeza, não sei bem por que

Vontade até sem querer de chorar

O luto na migração, como já vimos, pode vir de muitas formas. A dor de se sentir não pertencente a lugar nenhum pode ser uma delas. A gente fica meio perdido porque ainda não se sente em casa no país de acolhida, mas também percebe que já não se encaixa no lugar de onde viemos.

Angústia de não se entender

Um tédio que a gente nem crê

Anseio de tudo esquecer e voltar

Com o tempo (e com ajuda!) a gente espera que essas dores melhorem e que a gente possa, finalmente, chamar de lar o lugar onde escolhemos viver. Mesmo que esse lugar seja o mundo inteiro.

Agora aprendi por que o mundo dá volta

Quanto mais a gente se solta

Mais fica no mesmo lugar

Na Volta que o Mundo dá é uma canção de autoria de Vicente Barreto e Paulo César Pinheiro e, em 1988, foi gravada pela cantora Mônica Salmaso no seu disco Trampolim. A versão de Vânia Abreu foi gravada em 1999 e faz parte do disco Seio da Bahia.

Aperta o play pra ouvir Vânia Abreu cantando Na Volta Que o Mundo Dá!

#66 A Africa no Brasil

Você já parou pra pensar o quanto de África existe no Brasil? No episódio de hoje nós falamos sobre as influências africanas no Brasil. Vai ser um episódio para a gente olhar para a nossa herança africana com leveza, respeito e admiração. Vamos lá? Coloca o fone de ouvido e aperta o play.

TeD Talk de Chimamanda Ngozi Adichie: O Perigo da história única
https://www.ted.com/talks/chimamanda_ngozi_adichie_the_danger_of_a_single_story/transcript?language=pt

Tambor de Criola do Maranhão:

Um pouco de Maculelê pra quem não conhece:

Frevo de Pernambuco:

Maracatu:

As indicações do episódio
Mini Reportagem do Jornal da Gazeta sobre Africanos em São Paulo. Não leia os comentários!!!

Listinha bacana de pensadores e intelectuais negros
https://www.estudarfora.org.br/intelectuais-negros/

Escritores africanos para decolonizar nossas leituras
https://blog.estantevirtual.com.br/2016/03/16/10-autores-africanos-que-voce-precisa-conhecer/

Podcast Negro da Semana de Alê Garcia:

Podcast Preta Cast de Noéle Gomes

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10 perguntas para reavaliar seu ano e seguir em frente

Escrevi esse texto no início de 2019, quando nem sonhava com as reviravoltas e os desafios que 2020 traria! E ele segue tão atual que resolvi compartilhá-lo por aqui também. Espero que essas dicas sejam úteis para o seu ano novo. Boa leitura!

Mais um ano vem aí e promete ser conturbado. Todo ano faço questão de fazer meus rituais para alimentar em mim mesma a motivação de encarar os novos 365 dias como um ciclo cheio de oportunidades de crescimento. Ao longo dos anos, desenvolvi (tanto sozinha como com um grupo de amigas) uma série de exercícios para o final e início de ano que me ajudam a me manter focada durante o ano inteiro. Este ano resolvi primeiro fazer um balanço do que passou para melhor conseguir seguir em frente. Já vinha pensando nisso há um tempinho, quando um podcast me ofereceu uma ferramenta espetacular para realizar essa reflexão.

Imagem: Pixabay

O podcast Happy, Holy and Confident, que, apesar do nome em inglês, é em alemão, trata de temas relacionados à espiritualidade, equilíbrio emocional e desenvolvimento pessoal. Sua criadora, a coach Laura Malina Seiler, conta que uma amiga lhe ensinou este ritual que ela sempre realiza no dia de seu aniversário. Ele consiste em 10 perguntas que o membro mais velho da família faz ao aniversariante, que, por sua vez, tenta responder da forma mais sincera possível.

Eu achei a ideia fantástica, por isso fiz umas pequenas adaptações e agora acho que ele pode ser aplicado ao início de qualquer novo ciclo para relembrar e refletir sobre o que passou e determinar novos objetivos. Sendo assim, aqui estão 10 perguntas que podem nos ajudar a fazer uma avaliação pessoal de nosso 2020 e nos ajudar a ter clareza de para onde devemos dirigir nossa atenção em 2021. Eu sugiro que você pegue papel e caneta e anote suas respostas. Assim sempre poderá voltar a elas quando sentir que está perdendo o foco à medida que o ano for avançando.

Imagem: Pixabay

10 Perguntas para avaliar 2020 e achar sua direção para 2021

1. Quais foram minhas constatações mais importantes no ano que passou?
2. Pelo que eu posso agradecer?
3. Do que eu posso me orgulhar? 
4. Quais foram minhas decisões mais importantes?
5. Como foi meu relacionamento comigo e com as pessoas?
6. O que eu faria diferente se pudesse?
7. O que eu desejo para o novo ano?
8. Para o que eu quero contribuir este ano?
9. Para que eu gostaria de ter mais tempo?
10. O que eu gostaria de aprender?

Respire fundo e reserve tempo para responder com calma. Se for difícil, responda uma pergunta por dia para que você não se sinta sobrecarregada ou sobrecarregado com tanta reflexão de uma só vez. Se, com o passar do tempo, você se lembrar de mais coisas que não lhe ocorreram no início, não faz mal, simplesmente adicione o que lembrou à sua resposta. Você não precisa mostrar isso a ninguém já que se trata de um guia pessoal para começar o ano com o foco em seu próprio desenvolvimento. Encare suas respostas como um diálogo íntimo com você mesma ou com você mesmo e divirta-se com isso. 

Eu adoro rituais de fim de ano e de ano novo. Vocês tem algum? Como é? Me contem aí?

Pra quem entende alemão, aqui vai o podcast de Laura Malina Seiler. É uma injeção de ânimo e inspiração: https://lauraseiler.com/

*Por Cris Oliveira

*Este texto foi revisado por Marina Hatty e adaptado para 2020/2021 por Lali Souza.

*Imagem de destaque:  Free-Photos por Pixabay