Giro Pelo Mundo: 5 dicas do que fazer no Porto

Em 2020, Portugal ganhou – pelo quarto ano consecutivo – o prêmio internacional World Travel Awards, reconhecendo o país como o melhor destino turístico da Europa naquele ano. O Porto ajudou e muito para isso, arrematando o prêmio de melhor destino europeu para uma escapadela urbana.

A cidade é mesmo encantadora! A vida tranquila do “interior” contrasta com as noites vivas de festa, principalmente marcada pela forte presença de estudantes universitários de todo o mundo. Isso sem falar dos inúmeros miradouros para apreciar a vista do Rio Douro. É de tirar o fôlego!

Passear pela Ribeira é um clássico. Isso todo mundo já sabe, né? Nesse post, vamos um pouco além do Douro e separamos 5 dicas imperdíveis do que fazer no Porto (mas só quando a pandemia acabar, combinado?).

1- Subir na Torre dos Clérigos

Foto: Lali Souza

Um dos principais pontos turísticos da cidade, a igreja e a torre formam parte do Conjunto Arquitetônico dos Clérigos, reconhecido como Monumento Nacional desde 1910. O projeto da torre, criado pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni, foi apresentado em 1753, mas somente 10 anos mais tarde, em 1763, a obra foi dada como finalizada.

A torre tem 75m de altura e, para chegar no topo, é preciso enfrentar 225 degraus.

Se você sofre de algum tipo de claustrofobia, cuidado! Talvez esse passeio não seja para você, pois, conforme vai subindo, a torre fica mais estreia e, no final, só é possível passar uma pessoa por vez. Bem apertado mesmo!

Se esse não é o seu caso, vale a pena vencer o cansaço e subir. A vista da cidade é linda de se ver!

2- Pôr do sol no Jardim do Morro

Jardim do Morro. Foto: Tiago Lopes, para Publico.

Eu sei, falei que iríamos além do Douro, mas não dá para ignorar a presença desse gigante! O Jardim do Morro fica do outro lado da Ponte Luiz I (por sinal, vale a pena cruzá-la por cima e a pé), na cidade vizinha, Vila Nova de Gaia. A vista é das mais lindas do mundo. Vale a pena investir uma horinha para sentar e curtir o pôr do sol, sem pressa.

3- Comer Sanduíche de Pernil com Queijo da Serra da Estrela na Casa Guedes

Foto: Casa Guedes Oficial.

A Casa Guedes nasceu em 1987 e já faz parte da história do Porto. O pedido clássico é uma “sandes de pernil com queijo de ovelha” e vale a pena demais experimentar. O sanduíche é bem molhadinho e o famoso queijo da serra da estrela dá um toque pra lá de especial. Para acompanhar, uma Superbock – a maior cerveja local, orgulho do norte de Portugal – fresquinha!

4- Comer Francesinha no Lado B

Parece inofensivo, mas por baixo desse queijo tem pão, bife bovino, salsicha, linguiça e presunto.
Foto: Lali Souza

O Café Santiago é, talvez, o point mais famoso para comer uma boa Francesinha no Porto. Mas eu gosto mesmo é da comida do vizinho, o Lado B! Ele fica na região da baixa, em frente ao Coliseu. Ah! Além da Francesinha, vale a pena provar os pastéis de bacalhau também. São uma delícia!

5- Passeio na Orla de Matosinhos

A gente já viu o rio, agora, vamos ao mar! A orla de Matosinhos tem um calçadão ótimo para dar um passeio. A praia tem uma faixa de areia larga. Dá para sentar e curtir a brisa do mar ou praticar esportes. Só cuidado na hora de entrar na água, hein? É muito gelada!

É claro que esse é só um “gostinho” do que fazer no Porto, pois a cidade oferece inúmeras outras atrações fantásticas. Isso sem falar na noite agitada, nas festas e bares. O Porto é, com certeza, um destino que você deve incluir na sua lista de desejos.

E ai? Já conhece o Porto? Diz para gente nos comentários qual é a sua dica imperdível sobre a cidade.

Por Lali Souza

*Imagem de destaque: Tim Chelius por Pixabay

*Fontes:
https://www.melhoresdestinos.com.br/premio-turismo-europa.html

http://casaguedes.pt/?l=pt

http://www.torredosclerigos.pt/es

Canções de Migração: Sweet Virginia

Sabe aquele frio na barriga que dá quando a gente decide imigrar? É dessa sensação que a música de hoje me faz lembrar. Aquele medo de sair de casa, somado a toda esperança de que o novo será tão bom quanto, se não melhor.

Sweet Virginia é uma canção de Keith Richards e Mick Jagger. Foi lançada pelos The Rolling Stones em 1972, fazendo parte do álbum Exile on Main St.. Nela, o eu lírico se despede da sua vida na Califórnia para ir rumo a novas vivências no estado da Virginia.

Ainda que a canção não deixe claro se a Califórnia é ou não o seu lugar de origem, era lá onde ele estava. Ele se despede com carinho, agradecendo pelo que foi bom, mas também pelo que não foi assim tão doce.

Thank you for your wine, California
Thank you for your sweet and bitter fruits

Obrigado pelo seu vinho, Califórnia / Obrigado por suas frutas doces e amargas

Na mesma sintonia, ele pede à Virgínia que “venha de mansinho”, na intenção de que essas novas vivências sejam positivas.

But come on come on down Sweet Virginia
Come on honey child I beg of you
Come on come on down you got it in you

Mas aproxime-se, venha de mansinho, Doce Virginia
Venha, querida, eu imploro por você
Aproxime-se, venha de mansinho, você tem isso dentro de você

Aperte o play pra ouvir a música!

Agora é sua vez: qual canção de migração você gostaria de ver por aqui? Conte para a gente nos comentários!

*Por Lali Souza

Mulheres Migrantes: Rupi Kaur

A escritora e poetisa Rupi Kaur nos inspira, não somente pelo seu trabalho, mas pela força com que defende as mulheres e os nossos direitos. Hoje, aproveitamos esse espaço para falar um pouco sobre ela, sua história de migração toda a luta que representa.

Rupi Kaur cresceu no Canadá, onde foi morar com sua família quando ainda tinha 4 anos. Ela nasceu na Índia, na cidade de Panjabe. Dentro do Canadá, chegou a morar em várias cidades diferentes e, hoje, tem residência em Brampton, na província de Ontario.

A sua hstória com as palavras e a literatura começou desde muito nova. Em entrevista ao site El Mundo, ela conta que escrever foi a sua forma de se libertar das dores que sentia por ser uma criança tímida e solitária, que era perseguida na escola.

O seu refúgio saiu do papel e ganhou o mundo online. Foi através de textos publicados em redes sociais que Rupi se tornou conhecida, principalmente pelo cunho feminista de suas palavras. Ela ganhou vizibilidade internacional quando, em 2015, uma fotos publicadas no Instagram, na qual aparece deitada e com a roupa manchada de menstruação, foi excluída duas vezes pela plataforma. A revolta de Rupi viralizou – e a imagem também – resultando na recuperação do post, acompanhado de um pedido de desculpas por parte do Instagram.

Imagem: Rupi Kaur

Rupi Kaur publicou o seu primeiro livro também em 2015: Outros jeitos de usar a boca (título original: Milk and Honey). A antologia fala sobre feminilidade, suas dores, abusos e capacidade de sobrevivência. Ela vendou mais 8 milhões de cópias e foi traduzida para 42 idiomas.

Despois do sucesso do primeiro, a autora já lançou mais dois livros: O que o Sol faz com as flores e Home Body.

Sobre ser uma pessoa imigrante, Rupi Kaur é gente como a gente e destaca que as suas dores são bem comuns àqueles que saem muito novos do seu país de origem. Ela se vê como uma pessoa de duas culturas, não perdeu a sua origem e está muito bem integrada ao local de acolhida. Por isso, diz que que “casa é um conceito complicado”.

“Aqui no Canadá, eles me olham e me veem de forma diferente, não me reconhecem como um deles, porque minha pele escura não se encaixa nos cânones ocidentais. Mas na Índia a mesma coisa acontece comigo, eles também me veem como uma estranha.”

Rupi Kaur em entrevista ao El Mundo, 2017.

*Por Lali Souza

Imagem de destaque: Rupi Kaur Oficial

Fontes:

Rupi Kaur – site otifical
Wikipedia
Fala Universidades
El Mundo

10 perguntas para reavaliar seu ano e seguir em frente

Escrevi esse texto no início de 2019, quando nem sonhava com as reviravoltas e os desafios que 2020 traria! E ele segue tão atual que resolvi compartilhá-lo por aqui também. Espero que essas dicas sejam úteis para o seu ano novo. Boa leitura!

Mais um ano vem aí e promete ser conturbado. Todo ano faço questão de fazer meus rituais para alimentar em mim mesma a motivação de encarar os novos 365 dias como um ciclo cheio de oportunidades de crescimento. Ao longo dos anos, desenvolvi (tanto sozinha como com um grupo de amigas) uma série de exercícios para o final e início de ano que me ajudam a me manter focada durante o ano inteiro. Este ano resolvi primeiro fazer um balanço do que passou para melhor conseguir seguir em frente. Já vinha pensando nisso há um tempinho, quando um podcast me ofereceu uma ferramenta espetacular para realizar essa reflexão.

Imagem: Pixabay

O podcast Happy, Holy and Confident, que, apesar do nome em inglês, é em alemão, trata de temas relacionados à espiritualidade, equilíbrio emocional e desenvolvimento pessoal. Sua criadora, a coach Laura Malina Seiler, conta que uma amiga lhe ensinou este ritual que ela sempre realiza no dia de seu aniversário. Ele consiste em 10 perguntas que o membro mais velho da família faz ao aniversariante, que, por sua vez, tenta responder da forma mais sincera possível.

Eu achei a ideia fantástica, por isso fiz umas pequenas adaptações e agora acho que ele pode ser aplicado ao início de qualquer novo ciclo para relembrar e refletir sobre o que passou e determinar novos objetivos. Sendo assim, aqui estão 10 perguntas que podem nos ajudar a fazer uma avaliação pessoal de nosso 2020 e nos ajudar a ter clareza de para onde devemos dirigir nossa atenção em 2021. Eu sugiro que você pegue papel e caneta e anote suas respostas. Assim sempre poderá voltar a elas quando sentir que está perdendo o foco à medida que o ano for avançando.

Imagem: Pixabay

10 Perguntas para avaliar 2020 e achar sua direção para 2021

1. Quais foram minhas constatações mais importantes no ano que passou?
2. Pelo que eu posso agradecer?
3. Do que eu posso me orgulhar? 
4. Quais foram minhas decisões mais importantes?
5. Como foi meu relacionamento comigo e com as pessoas?
6. O que eu faria diferente se pudesse?
7. O que eu desejo para o novo ano?
8. Para o que eu quero contribuir este ano?
9. Para que eu gostaria de ter mais tempo?
10. O que eu gostaria de aprender?

Respire fundo e reserve tempo para responder com calma. Se for difícil, responda uma pergunta por dia para que você não se sinta sobrecarregada ou sobrecarregado com tanta reflexão de uma só vez. Se, com o passar do tempo, você se lembrar de mais coisas que não lhe ocorreram no início, não faz mal, simplesmente adicione o que lembrou à sua resposta. Você não precisa mostrar isso a ninguém já que se trata de um guia pessoal para começar o ano com o foco em seu próprio desenvolvimento. Encare suas respostas como um diálogo íntimo com você mesma ou com você mesmo e divirta-se com isso. 

Eu adoro rituais de fim de ano e de ano novo. Vocês tem algum? Como é? Me contem aí?

Pra quem entende alemão, aqui vai o podcast de Laura Malina Seiler. É uma injeção de ânimo e inspiração: https://lauraseiler.com/

*Por Cris Oliveira

*Este texto foi revisado por Marina Hatty e adaptado para 2020/2021 por Lali Souza.

*Imagem de destaque:  Free-Photos por Pixabay

Giro Pelo Mundo: dicas imperdíveis para curtir Salvador

Salvador é uma cidade muito especial para o Continuidade. É a terra natal das nossas hosts Cris e Flora e é também de onde eu, Lali, venho. Por isso, esse giro pelo mundo está mais do que nostálgico! É com uma alegria enorme que apresentamos para vocês alguns dos nossos lugares preferidos da cidade. Simbora!

Porto da Barra

Praia do Porto da Barra / Imagem: Yuri Araujo por Pixabay

É uma das praias mais agradáveis da cidade, conhecida por um mar de água calma (como uma piscina) e quentinha. O Porto é tão bacana que dá pra chegar de manhã e passar o dia todo curtindo. O pôr do sol é um espetáculo à parte!

O Porto da Barra fica bem pertinho de um dos pontos turístico mais famosos de Salvador: o Farol da Barra. Dá pra ir andando pelo calçadão. É bem rapidinho!

Farol da Barra / Imagem: DEZALB por Pixabay

Largo de Santana – “Dinha”

O Rio Vermelho é considerado o bairro mais boêmio da cidade. Um dos pontos mais famosos é o Largo de Santana, também conhecido como “Dinha” em homenagem à baiana de acarajé que por anos montou ali o seu tabuleiro. Dinha, infelizmentente, já não está mais entre nós, mas suas filhas seguem mantendo o negócio e tradição da família. O Largo de Santana tem vários bares e é um ótimo lugar para sentar, beber uma cerveja e, é claro, saborear um dos acarajés mais famosos da Bahia.

Pelourinho

Pelourinho / Imagem: soel84 por Pixabay

O centro histórico de Salvador é considerado Patrimônio Imaterial da Humanidade e não é por acaso. O Pelourinho faz parte dele e carrega em si muita história. É um símbolo de Salvador, um lugar rico em vibração, cores, gente e cultura. Vale a pena passear pelas ruas e conhecer os artistas e artesão locais. Além do mais, o Pelourinho tem uma programação artística e musical bem agitada. Quando for a Salvador, procure saber!

Ah! E tem mais. É no Pelourinho que está a Igreja e o Convento de São Francisco. Marcada pelo estilo barroco, é uma coisa linda de ver.

Mercado Modelo

Mercado Modelo visto da Cidade Alta / Imagem: masteroblima por Pixabay

Outro cartão postal da cidade e que vale dar uma passadinha é o Mercado Modelo. É o paraíso do souvenir, então, vai com calma pra não deixar todo o seu dinheiro lá. Ele fica na Cidade Baixa e tem um montão de lojas de artesanato para você fazer a festa!

Sorvete na Cubana

Quando sair do Mercado Modelo, aproveite para subir o Elevador Lacerda e passar numa das sorveterias mais tradicionais da cidade: A Cubana. Ela fica bem na porta do elevador, já na Cidade Alta e, além de um sorvete delicioso, tem uma vista de tirar o fôlego!

Sorveteria Ribeira

Sorveteria da Ribeira / Imagem: Tripadvisor

Por falar em sorvete, pega essa dica que é muito boa! A Ribeira é um bairro que fica na Península de Itapagipe, na Cidade Baixa e é onde está outra sorveteria muito famosa da nossa cidade, fundada em 1931: a Sorteveria da Ribeira. São quase 100 opções de sabores, mas os de fruta dão um show à parte. Certeza que você não vai se arrepender de provar.

Dica de amiga: se você gosta de um doce bem doce, prove o Coco Espumante. É tipo um milkshake feito com sorvete de coco e muito, mas MUITO leite em pó. É maravilhoso!

Ilha de maré

A ilha fica na Bahia de Todos os Santos, mas pertence a Salvador. É um ótimo destino para curtir o dia nas suas praias lindíssimas.

A Bahia é linda e Salvador é uma cidade cheia de lugares incríveis. Porém, com certeza, o seu melhor cartão postal ainda é a sua gente. É clichê, mas é verdade: o soteropolitano é massa e a gente pode provar.

Sentiu falta de algum lugar incrível de Salvador nesse post? Conte pra a gente aqui nos comentários!

*Este texto é uma construção coletiva de Lali Souza, Cris Oliveira e Flora Regis Campe.

Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_de_Mar%C3%A9

Imagem de destaque: ferreiracleber por Pixabay.

Continuidade Indica: Um Brasileiro em Berlim

Em 1990, o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro foi convidado por um programa de intercâmbio de artistas do DAAD (Deutscher Akademischer Austauschdienst; em português, Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) para passar uma temporada de aproximadamente um ano na capital alemã. Nesse período, ele assinava uma coluna no jornal Frankfurter Rundschau, que, posteriormente, se tornaria seu livro de crônicas “Um Brasileiro em Berlim”.

Em “Um Brasileiro em Berlim”, João Ubaldo consegue, de forma muito leve e divertida, expressar todo o estranhamento que sente enquanto brasileiro numa uma cultura – em muitos sentidos – tão diferente da sua. Nesse período, a Alemanha também estava passando por mudanças sociais muito profundas decorrentes da recente queda do muro de Berlim e da reestruturação dos países do leste europeu. Ubaldo Ribeiro retrata bem não só a sua experiência de estrangeiro tentando encontrar o seu lugar naquela nova cultura, como também faz uma interessante análise da sociedade alemã. Seu olhar curioso, cheio do humor e ironia típicos de sua escrita, faz de “Um Brasileiro em Berlim” um livrinho super leve e agradável. Você vai ler em uma sentada e ter vários momentos de risos e reflexão.

Boa leitura!

*Por Cris Oliveira

Continuidade Indica: filme Casamento Grego

Casamento Grego é um filme independente de comédia lançado em 2002, que trata de uma relação romântica intercultural entre a grega Toula (Nia Vardalos, que também escreveu o longa) e o “não-grego branco anglo-saxão protestante” Ian (John Corbett). O pai de Toula sonha em vê-la casada com um homem também grego. Já imagina que deu ruim, né?

Eu não vou falar muitos detalhes do filme, porque a intenção aqui não é fazer uma crítica nem, muito menos, dar spoiler, mas queria aproveitar o gancho da indicação para refletir um pouquinho sobre as tais relações interculturais que até já foram tema de episódio no nosso podcast (ainda não ouviu? Clica aqui!). No filme, o tema é tratado com muito bom humor, mas na vida real nem sempre é assim.

Ian (John Corbett) e Toula (Nia Vardalos) no filme O Casamento Grego

Os relacionamentos interculturais podem trazer grandes desafios não somente para as partes diretamente envolvidas (o casal), mas também para as suas famílias. Ainda usando como exemplo a história de Toula, a sua família relutou muito em aceitar que ela se casasse com um homem de uma cultura diferente da sua, como se essa atitude significasse um rompimento com a sua gente a sua origem.

Por outro lado, há também as dificuldades entre o par em questão, por terem que lidar no dia a dia com uma pessoa de costumes muito diferentes dos seus. Em Casamento Grego, Ian se viu diante de um grande obstáculo: convencer a família de Toula de que ele era digno de casar-se com ela – mesmo não tendo a mesma nacionalidade – e o de se adaptar aos costumes e aos valores dessa nova cultura.

É preciso muito respeito e cuidado para encontrar o equilíbrio e a harmonia numa relação intercultural. Um bom exercício é entender que o outro é apenas diferente de vocês, o que não significa que essa pessoa está errada. Muitas vezes, as diferenças até ajudam a alimentar o amor e a trazer dinâmica para as relações. Porém, se está muito difícil e você se sente mais triste do que feliz, acenda o sinal vermelho de alerta repense se vale a pena seguir ou não nesse relacionamento. Se precisar de ajuda, já sabe: conta com a gente!

Por fim, Casamento Grego é uma comédia romântica muito leve e divertida, ótima pedida para uma tarde de domingo. O sucesso foi grande tão grande que a história ganhou uma continuação, lançada em 2016: Casamento Grego 2.

Assista e conte pra gente o que achou!

*Por Lali Souza

Fontes:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-45569/
https://pt.wikipedia.org/wiki/My_Big_Fat_Greek_Wedding

Continuidade Indica: Nada Ortodoxa

Migração, Feminismo e Religião são alguns dos temas sobre os quais podemos discutir a partir da minissérie Nada Ortodoxa. Para começar, vamos fazer uma contextualização, com um breve resumo da história. Esther (Shira Haas) é uma jovem de 19 anos, judia ultra ortodoxa, que vive na cidade de Nova Iorque. Para fugir de um casamento arranjado, ela foge para Berlim, na Alemanha, em busca de uma nova vida para além dos valores religiosos que regem a comunidade em que nasceu.

A minissérie original da Netflix é baseada em fatos reais. A história, contada em quatro episódios de, aproximadamente, 50 minutos, é uma adaptação do livro autobiográfico “Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots”, lançado em 2012 pela autora Deborah Feldman.

Nada Ortodoxa trata de uma migração ligada ao desejo de liberdade, em que a personagem principal rompe com a sua família, sua cultura, e parte para o outro lado do Oceano Atlântico em busca de uma vida melhor. O feminismo grita por todos os lados nessa história, já que Esther, ao fugir de casa e do seu casamento, desconstrói o seu estereotipado papel feminino, que, dentro daquela sociedade organizada em torno de valores religiosos bastante concretos, seria de esposa zelosa e mãe dedicada.

Trailer Oficial / Netflix

Segundo a revista Rolling Stone (e nós concordamos!), além de uma aula sobre a cultura judaica e da temática ligada à emancipação feminina, um dos motivos pelos quais Nada Ortodoxa é uma série muito bem recomendada é pela sua variedade de idiomas.  Além do inglês e do alemão, boa parte da história é falada em ídiche, um idioma derivado das línguas  germânicas e adotada por comunidades judaicas.

A fotografia da série também é um caso de amor à parte. As imagens são lindas e os ângulos muito bem explorados. O elenco da série tem perfil multicultural, com atores de nacionalidades diferentes e a atuação está de parabéns!

A história de Esther é inspiradora e achamos que é uma ótima dica para quem está buscando um bom conteúdo para assistir na Netflix. Mas não esquece o lencinho porque é de se emocionar, viu?

Assista e depois volte aqui pra nos contar o que achou!

*Por Lali Souza

Fontes:
Rolling Stone
Netflix
Adoro Cinema