Continuidade Indica: filme Casamento Grego

Casamento Grego é um filme independente de comédia lançado em 2002, que trata de uma relação romântica intercultural entre a grega Toula (Nia Vardalos, que também escreveu o longa) e o “não-grego branco anglo-saxão protestante” Ian (John Corbett). O pai de Toula sonha em vê-la casada com um homem também grego. Já imagina que deu ruim, né?

Eu não vou falar muitos detalhes do filme, porque a intenção aqui não é fazer uma crítica nem, muito menos, dar spoiler, mas queria aproveitar o gancho da indicação para refletir um pouquinho sobre as tais relações interculturais que até já foram tema de episódio no nosso podcast (ainda não ouviu? Clica aqui!). No filme, o tema é tratado com muito bom humor, mas na vida real nem sempre é assim.

Ian (John Corbett) e Toula (Nia Vardalos) no filme O Casamento Grego

Os relacionamentos interculturais podem trazer grandes desafios não somente para as partes diretamente envolvidas (o casal), mas também para as suas famílias. Ainda usando como exemplo a história de Toula, a sua família relutou muito em aceitar que ela se casasse com um homem de uma cultura diferente da sua, como se essa atitude significasse um rompimento com a sua gente a sua origem.

Por outro lado, há também as dificuldades entre o par em questão, por terem que lidar no dia a dia com uma pessoa de costumes muito diferentes dos seus. Em Casamento Grego, Ian se viu diante de um grande obstáculo: convencer a família de Toula de que ele era digno de casar-se com ela – mesmo não tendo a mesma nacionalidade – e o de se adaptar aos costumes e aos valores dessa nova cultura.

É preciso muito respeito e cuidado para encontrar o equilíbrio e a harmonia numa relação intercultural. Um bom exercício é entender que o outro é apenas diferente de vocês, o que não significa que essa pessoa está errada. Muitas vezes, as diferenças até ajudam a alimentar o amor e a trazer dinâmica para as relações. Porém, se está muito difícil e você se sente mais triste do que feliz, acenda o sinal vermelho de alerta repense se vale a pena seguir ou não nesse relacionamento. Se precisar de ajuda, já sabe: conta com a gente!

Por fim, Casamento Grego é uma comédia romântica muito leve e divertida, ótima pedida para uma tarde de domingo. O sucesso foi grande tão grande que a história ganhou uma continuação, lançada em 2016: Casamento Grego 2.

Assista e conte pra gente o que achou!

*Por Lali Souza

Fontes:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-45569/
https://pt.wikipedia.org/wiki/My_Big_Fat_Greek_Wedding

Continuidade Indica: Nada Ortodoxa

Migração, Feminismo e Religião são alguns dos temas sobre os quais podemos discutir a partir da minissérie Nada Ortodoxa. Para começar, vamos fazer uma contextualização, com um breve resumo da história. Esther (Shira Haas) é uma jovem de 19 anos, judia ultra ortodoxa, que vive na cidade de Nova Iorque. Para fugir de um casamento arranjado, ela foge para Berlim, na Alemanha, em busca de uma nova vida para além dos valores religiosos que regem a comunidade em que nasceu.

A minissérie original da Netflix é baseada em fatos reais. A história, contada em quatro episódios de, aproximadamente, 50 minutos, é uma adaptação do livro autobiográfico “Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots”, lançado em 2012 pela autora Deborah Feldman.

Nada Ortodoxa trata de uma migração ligada ao desejo de liberdade, em que a personagem principal rompe com a sua família, sua cultura, e parte para o outro lado do Oceano Atlântico em busca de uma vida melhor. O feminismo grita por todos os lados nessa história, já que Esther, ao fugir de casa e do seu casamento, desconstrói o seu estereotipado papel feminino, que, dentro daquela sociedade organizada em torno de valores religiosos bastante concretos, seria de esposa zelosa e mãe dedicada.

Trailer Oficial / Netflix

Segundo a revista Rolling Stone (e nós concordamos!), além de uma aula sobre a cultura judaica e da temática ligada à emancipação feminina, um dos motivos pelos quais Nada Ortodoxa é uma série muito bem recomendada é pela sua variedade de idiomas.  Além do inglês e do alemão, boa parte da história é falada em ídiche, um idioma derivado das línguas  germânicas e adotada por comunidades judaicas.

A fotografia da série também é um caso de amor à parte. As imagens são lindas e os ângulos muito bem explorados. O elenco da série tem perfil multicultural, com atores de nacionalidades diferentes e a atuação está de parabéns!

A história de Esther é inspiradora e achamos que é uma ótima dica para quem está buscando um bom conteúdo para assistir na Netflix. Mas não esquece o lencinho porque é de se emocionar, viu?

Assista e depois volte aqui pra nos contar o que achou!

*Por Lali Souza

Fontes:
Rolling Stone
Netflix
Adoro Cinema