Mulheres Migrantes: Liz Claiborne

Hoje, falaremos de um grande nome da moda internacional, que venceu barreiras e fundou sua marca numa indústria, até então, dominada por homens: Liz Claiborne.

Anne Elisabeth Jane Claiborne, mais conhecida como Liz Claiborne, nasceu em Bruxelas. Aos 20 anos, em 1949, imigrou para os Estados Unidos. A primeira cidade que recebeu a jovem foi Nova Orleans, mas ela também chegou a viver em Catonsville e, anos mais tarde, fixou residência em Nova Iorque.

Liz estudou Artes e trabalhou para nomes como Tina Leser e Omar Kiam até que, em 1979, fundou a sua própria empresa, que foi batizada de Liz Claiborne, Inc. Além de ser uma atitude à frente de seu tempo – naquela época havia poucas mulheres donas de seus próprios negócios, Liz ainda inovou no tipo de produto. Suas coleções estavam focadas na mulher trabalhadora. As peças tinham um toque elegante e clássico (mas sempre com um toque atual), a preços acessíveis.

Imagem: Liz Claiborne / Divulgação – https://www.lizclaiborne.com/about/

A Liz Claiborne, Inc. ganhou sucesso e notoriedade. Em 1986, a Liz Claiborne, Inc. se tornou a primeira empresa fundada por uma mulher a entrar na lista das 500 maiores da Fortune. A estilista também foi a primeira CEO mulher de uma empresa Fortune 500.

O negócio cresceu e abraçou também o vestuário masculino (sob a marca CLAIBORNE) e também uma linha de acessórios, com bolsas, sapatos, bijuterias e até um perfume.

Claiborne atribuiu seu senso de estilo à sua educação europeia e seu estudo de arte.

Fonte: Imigration to United States – https://immigrationtounitedstates.org/

Além do trabalho como estilista e dos famosos “terninhos” típicos da marca, Liz Claiborne também era conhecida por defender e lutar por mais espaço para a mulher dentro do mercado da moda.

Depois de algumas decisões ruins, o valor de mercado da Liz Claiborne, Inc. caiu muito e o negócio perdeu seu lugar de destaque no universo da moda. Muitas das marcas da empresa foram vendidas a outras companhias.

Liz Claiborne faleceu aos 78 anos no Hospital Presbiteriano de Manhattan, em Nova Iorque, no verão de 2007, vítima de um câncer contra o qual lutava há mais de uma década. A marca e o legado de Liz Claiborne permanecem vivos.

*Por Lali Souza

Fontes:
Liz Claiborne – Site Oficial
20 minutos
Mundo das Marcas
Imigration to United States

Imagem de Destaque: Liz Claiborne fashion designer |© Sara Krulwich/WikiCommons

Canções de Migração: Asa Branca

Asa Branca, de Luiz Gonzaga, é uma canção que retrata uma realidade difícil, em que o eu lírico não vê outra solução que não deixar sua terra e sua gente e partir em busca de uma vida melhor em outro lugar. É um exemplo de um tipo de migração muito comum no Brasil: o êxodo rural.

A música toca pela sinceridade e simplicidade, além de descrever uma situação de grande sofrimento. Num contexto de pobreza e seca, a constatação de que migrar é única solução possível para a sobrevivência.

Que braseiro, que fornaia

Nem um pé de plantação

Por falta d’água perdi meu gado

Morreu de sede meu alazão

O luto está presente em todas as estrofes da canção, seja na tristeza ao se deparar com a realidade, seja dor de deixar para trás sua terra, sua gente e até mesmo um amor.

Inté mesmo a asa branca

Bateu asas do sertão

Entonce eu disse, adeus Rosinha

Guarda contigo meu coração

Assim como muitos migrantes que deixam seu local de origem não por vontade, mas por necessidade, o desejo de voltar pra casa se faz presente na canção. O retorno é amparado na esperança de dias melhores.

Quando o verde dos teus olhos

Se espalhar na plantação

Eu te asseguro não chore não, viu

Que eu voltarei, viu

Meu coração

Luiz Gonzaga viveu o êxodo rural, quando saiu de sua terra natal, a cidade de Exu, no sertão pernambucano. Luiz viveu em Fortaleza, no Ceará, e, depois, no Rio de Janeiro. Gonzagão, como também era chamado, ficou conhecido como o Rei do Baião e levava a cultura sertaneja nas roupas, na música e na sua história.

A música Asa Branca foi um dos primeiros sucessos do artista, lançada em 1947. Até hoje é considerada um dos grandes clássicos da música brasileira.

*Por Lali Souza

Fontes:
e biografia – Luiz Gonzaga
Brasil Escola

Que língua é essa? 5 dicas para aprender Espanhol

Aprender a língua local é um dos primeiros desafios que o imigrante encontra no seu país de destino. Acabou de chegar num país hispano falante? Pois pode soltar um suspiro aliviado: esse post é para você.

A professora espanhola Mari Paz separou umas dicas sensacionais, práticas e aplicáveis no dia a dia, que vão te ajudar muito no aprendizado do idioma castelhano.

Pega papel e caneta ou se prepare para os prints! Vamos lá?

1. Mude o idioma de equipamentos e aplicativos para o Espanhol

Essa é uma forma muito eficiente de inserir o novo idioma no seu dia a dia, além de aprender palavras e expressões úteis. O celular e o computador são ótimos para isso, pois você já sabe onde estão as coisas e não vai se confundir. O mesmo vale para o GPS, que pode ser usado mesmo em caminhos que já conhece, assim não vai se perder e ainda aprenderá vocabulário relacionado a receber e dar direções, por exemplo.

2. Escreva a lista de compras em Espanhol

Não precisa nem dizer o quanto essa dica é útil para aprender um vasto vocabulário sobre alimentos, itens de limpeza e tudo o mais que se pode encontrar num supermercado, né? É uma oportunidade não só de aprender e buscar palavras novas, mas também de praticar a escrita.

Imagem: Tolu Bamwo por Nappy.

3. Dedique um tempinho do seu dia para pensar em Espanhol

Essa dica demanda algum nível mínimo do idioma, claro, mas você pode fazer isso com as palavras que conhece. A ideia é: todos os dias, nem que seja por cinco minutos, pare um pouquinho para pensar em Espanhol. Pense, por exemplo, no que você fez naquele dia ou quais são seus planos para o fim de semana. O tema é livre e essa prática ajuda muito (e sem medo de errar). Ah! Se sentir falta de alguma palavra para completar o raciocínio, essa é a deixa para pesquisar e aprender ainda mais.

Pode ser até enquanto toma um sorvete. Boa ideia, hein? | Imagem: Tolu Bamwo por Nappy.

4. Invista tempo em ler e assistir séries, filmes e televisão em Espanhol

Parece óbvio, mas a verdade é que muita gente não dá o devido valor a essa dica. Lendo em espanhol, é possível aprender novas palavras e também se familiarizar com a sua grafia. Ler e escrever são duas habilidades totalmente conectadas.

Já os filmes, séries e programas de TV vão te ajudar muito na compreensão do idioma em sua forma oral. Colocar legendas em espanhol também pode ajudar a identificar aquela palavra que você não entendeu bem ou ainda aprender como se escreve. Anote as palavras e expressões desconhecidas para depois pesquisar o seu significado.

Imagem: Michal Jarmoluk por Pixabay.

5. Evite decorar listas extensas de palavras soltas

Um idioma não é puramente um monte de palavras, é preciso conhecer a forma de usá-las. Uma boa dica para aprender vocabulário é colocar as palavras dentro de um contexto. Pense nelas numa frase ou pequeno diálogo, assim fica muito mais fácil não só aprender a palavra (por conseguir chegar nela através de associações de ideias), mas também saber como e quando utilizá-la.

Esperamos que essas dicas sejam úteis no seu aprendizado. Se você tem mais alguma dica infalível para ajudar no aprendizado do castelhano, compartilha aqui com a gente nos comentários, ok? Até a próxima!

*Por Lali Souza

Imagem de Destaque: Cindy Parks por Pixabay.

Canções de Migração: Encontros e Despedidas

A migração é uma estrada de muitas vias. Quando nos debruçamos sobre o tema, nos deparamos com questões que vão além de “quem vai”. É preciso pensar “porque vai”, “como vai”, “quando vai”. Isso tudo sem falar de quem fica.

É sobre essa pluralidade toda que envolve o processo migratório que vamos refletir hoje, usando como base uma livre interpretação da música Encontros e Despedidas, de Milton Nascimento e Fernando Brant.

“Tem gente que vem e quer voltar

Tem gente que vai, quer ficar

Tem gente que veio só olhar

Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir”

Quando migramos, deixamos muito para trás, mas também vamos ao encontro do que é novo. O mesmo ato de ir é também o de chegar. A despedida depende do ponto de vista, porque, como diz a própria música:

“São só dois lados

Da mesma viagem

O trem que chega

É o mesmo trem

Da partida”

A música é o retrato de uma estação e dos diferentes olhares inseridos nesse contexto de chegadas e partidas: “tem gente que vem e quer voltar. Tem gente que vai e quer ficar. Tem gente que veio só olhar. Tem gente a sorrir e a chorar”. São as tantas motivações que nos levam a ir e a voltar, seja de forma voluntária ou não.

A migração faz parte do ser humano, é inerente à nossa história. Somos seres migrantes e é por isso que Encontros e Despedidas traça, por fim, um paralelo entre a estação e a própria vida.

“A hora do encontro

É também, despedida

A plataforma dessa estação

É a vida desse meu lugar

É a vida desse meu lugar

É a vida”

Encontros e Despedidas deu nome ao disco de Milton Nascimento lançado em 1985 e foi mais um grande sucesso da carreira do artista. Mais tarde, em 2003, a cantora Maria Rita gravou a sua interpretação, que virou tema de abertura da novela Senhora do Destino, da Rede Globo.

E tem mais: Encontros e Despedidas ganhou uma versão sueca! Em 2014, o cantor Johan Christher Schütz, gravou uma versão da canção, intitulada “Möten och avsked”.

Agora vem a parte mais legal…ouvir essa música tão linda!

*Por Lali Souza                                         

Imagem de Destaque: Milton Nascimento e Fernando Brant em 1980,  por Arquivo Estado de Minas Gerais.

Fontes:
Wikipedia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Encontros_e_Despedidas
Catraca Livre – https://catracalivre.com.br/agenda/maria-rita-live-show-online/
Estado de Minas Gerais – https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/06/13/interna_gerais,657792/letras-de-brant-encontraram-na-voz-de-milton-nascimento-o-casamento-pe.shtml

Canções de Migração: Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos

A música nos inspira e nos faz viajar pelo tempo. Músicas especiais despertam emoções e são capazes de nos fazer reviver lugares e momentos guardados na memória. No “Canções de Migração” de hoje, vamos falar de uma belíssima composição de Roberto Carlos e Erasmo Carlos que traz muita história junto com ela: Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos.

Essa canção foi composta em 1971, quando o Brasil enfrentava a Ditadura Militar. A música é uma homenagem ao cantor e compositor Caetano Veloso, que foi exilado do país e emigrou para Londres, na Inglaterra.

Caetano e Roberto Carlos. Imagem: Divulgação.

Na canção, Roberto e Erasmo fazem uma projeção do que seria o retorno de Caetano à sua terra natal e, com emoção, descrevem o momento em que o artista pisaria novamente nas areias das praias brasileiras.

“Um dia a areia branca

Seus pés irão tocar

E vai molhar seus cabelos

A água azul do mar”

A música toca, principalmente, por se tratar de uma migração involuntária, já que Caetano deixou o Brasil como exilado, vítima de uma perseguição política que colocava sua vida em risco. A música não apenas fala da alegria de Caetano ao chegar, mas também da felicidade com que a sua terra o receberia, retratando uma saudade recíproca, como se o Brasil também sentisse a sua falta.

“Janelas e portas vão se abrir

Pra ver você chegar

E ao se sentir em casa

Sorrindo vai chorar”

Caetano é retratado na canção através de uma característica marcante de sua juventude: os cabelos cacheados. Apesar de reconhecer que a migração traz aprendizados e muitas histórias também felizes, a música trata claramente de um processo de luto migratório, fruto da migração involuntária, e da vontade constante de voltar para casa.

“Você olha tudo e nada

Lhe faz ficar contente

Você só deseja agora

Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Uma história pra contar

De um mundo tão distante

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um soluço e a vontade

De ficar mais um instante”

Anos mais tarde, em 1992, o próprio Caetano Veloso gravou a música “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos” no disco do show Circuladô Vivo. É emocionante ouvi-la na voz de Caetano. Sugiro pegar um lencinho antes de apertar o play!

*Por Lali Souza

Fontes:
Centro América FM
Wikipedia
Nova Brasil FM
Discos do Brasil

As Fases da Migração

No Continuidade Podcast falamos muito sobre como o processo de migração é composto por algumas fases comuns à maioria das pessoas. Decidimos revisitar e registrar aqui também as nossas reflexões sobre quais são essas fases e como elas influenciam na adaptação dos imigrantes no país de acolhida.

A primeira fase está ligada aos emaranhados psicológicos que vivemos ao chegar no novo país e tudo o que envolve o início dessa adaptação. Nesta fase, revisitamos o nosso sentimento de identidade, lidamos com as perdas e com o luto que elas trazem.

Somos fruto de nossa história de vida e cada um de nós tem a sua bagagem cultural. Ao mudar de país, muitas vezes nos deparamos com uma cultura totalmente diferente da nossa, o que pode levar algum tempo até nos acostumarmos. É neste processo que enfrentamos dificuldades relacionadas ao nosso sentimento de identidade, afinal é preciso compreender os hábitos locais e estabelecer uma relação com eles.

Adaptar-se não significa negar suas origens, mas aprender a conviver com a cultura local. Quando nos sentimos bem onde vivemos, estabelecemos relações mais saudáveis não somente com o lugar em si, mas também com as pessoas que nos cercam.

A migração é uma despedida e as perdas são inerentes a ela. Perdemos, por exemplo, o convívio com os amigos e a família que ficaram no país de origem, os lugares onde costumávamos ir, as comidas, as festividades e, com o tempo, até mesmo as nossas referências e alguns vínculos.

É preciso estar alerta para as consequências que essas perdas podem causar à nossa psique, como a tendência de responsabilizar os outros, a culpa e a negação da dor. É importante reconhecer que a dor existe para entender como lidar com ela. Estabelecer novos vínculos afetivos com pessoas e com o lugar de acolhida pode ajudar muito no enfrentamento dessas dores. Aprender o idioma local também auxilia na construção da sensação de pertencimento.

Ao enfrentar essas perdas, entramos na fase de processamento dos lutos migratórios. Nesta fase, é comum que haja uma desorganização da nossa psique, que se reflete numa necessidade urgente de reaver o que deixamos para trás. Podemos incorrer numa romantização do nosso passado, do lugar de origem, e, até mesmo, passar a negar o país de acolhida.

Mas como saber se estamos passando por uma fase de luto? O desligamento emocional das pessoas à sua volta, passar a enxergar apenas o lado ruim da nova vida, estabelecer grandes barreiras entre si e o novo são sinais claros dessa fase. Se você se encontra nesse momento, não tenha medo de vivê-lo. Passar pelo luto faz parte do processo de recuperar o sentimento de continuidade da própria vida.[INSERIR IMAGEM INTEGRATION]

Aproveite esse período mais reflexivo para encontrar estratégias de como se sentir melhor. Buscar abrigo emocional com pessoas que passaram (ou estão passando) pelo mesmo processo que você costuma ser uma ótima ideia.

Processar o luto é fundamental para atingir a multiculturalidade. Aqui, usamos este termo para tratar da fase em que já estamos bem no nosso novo lar. É quando, finalmente, nos sentimos em casa e conseguimos estabelecer uma relação equilibrada entre o passado e o presente.

Uma coisa muito importante é saber que essas fases não seguem uma linha reta. O processo migratório é muito complexo e podemos, ao longo da vida, entrar e sair dessas fases várias vezes. Entender as diferentes fases da migração e saber reconhecer o lugar onde estamos nos ajuda a olhar com clareza a realidade à nossa volta e a traçar as estratégias necessárias para seguir adiante, em busca de uma vida mais feliz.

E nem precisamos dizer que você pode contar com a gente nessa sua jornada, né? Se você tem alguma dúvida ou apenas gostaria de compartilhar o seu momento, a sua história, manda uma mensagem para a gente e faremos o possível para te ajudar. Estamos juntos!

*Por Lali Souza

Imagens: Gerd Altmann por Pixabay.

Mulheres Migrantes: Natalie Portman

Você, provavelmente já ouviu falar de Natalie Portman, atriz renomada, vencedora de um Oscar, um BAFTA, dois Prêmios Globo de Ouro e um Screen Actors Guild. Hoje, vamos contar um pouco sobre a sua história de vida, de luta e, é claro, de migração.

Natalie tem dupla nacionalidade. Ela nasceu na cidade de Jerusalém, em Israel, e é a filha única de seus pais: um israelita e uma estadunidense. A sua família foi viver nos Estados Unidos quando Natalie era ainda pequena, com apenas 3 anos. Além dos dois primeiros idiomas, o hebraico e o inglês, a atriz também fala fluentemente francês, espanhol, alemão e, pasmem: japonês.

A carreira como atriz começou aos 12, com o filme León. De lá para cá, ela apresenta um currículo vasto, fazendo parte do elenco de grandes produções audiovisuais, como Stars Wars (Episódios I, II e III), V de Vingança, Cisne Negro e muito mais. Como se tudo isso já não fosse o bastante, Natalie ainda é formada Psicologia pela Universidade de Harvard e também estudou antropologia da violência na Universidade Hebraica em Jerusalém.

Tá achando pouco? Tem mais!

Em 2018, Natalie Portman foi uma das celebridades que se posicionaram firmemente contra a separação de crianças migrantes de seus pais refugiados nos Estados Unidos. A atriz é bastante ativa na luta pelos direitos de crianças refugiadas permanecerem junto às suas famílias e apoia o movimento “Families Belong Together”.

Mas é na causa feminista que Natalie mais se destaca. A atriz, ativista contra a violência de gênero e pelos direitos das mulheres, é uma das fundadoras do movimento Times’s Up, que busca combater a desigualdade e apoiar o trabalho justo, seguro e digno para mulheres.

Imagem: Instagram de Natalie Portman

Há poucos dias, Natalie ganhou novamente os holofotes da imprensa mundial. Desta vez, em parceria com outras celebridades do cinema, como Eva Longoria, America Ferrera, Jennifer Garner e Jessica Chastain, Portman tornou-se uma das principais proprietárias do time de futebol feminino Angel City (nome provisório), que jogará pela cidade de Los Angeles (Califórnia, Estados Unidos). Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, a atriz diz que “acredita que é muito importante ter modelos a seguir e heróis que sejam mulheres, tanto para meninos como para meninas”.

Se a gente já admirava Natalie Portman por suas incríveis atuações no cinema, agora somos ainda mais fãs pelo trabalho que ela realiza na vida real.

*Por Lali Souza

Fontes:

Adoro Cinema

Wikipedia

Guia do Estudante

UnoTV

Families Belong Together

We.org

El País

Você fala Deutschguês?

Depois do meu Termin fui tomar um sol no Balcão. Aí peguei meu Handy e liguei para uma amiga.

Que frase é essa, Continuidade? Enlouqueceram, foi?

Imagem: what? By Nebraska Department of Education @Pixabay

Calma, gente! Essa frase é um exemplo de Deutschuguês, uma mistura entre alemão e português, muito falada pela brasileirada na Alemanha. Traduzindo isso aí para o português padrão, ficaria assim:

Depois de meu compromisso, fui tomar um sol na varanda. Peguei meu celular e liguei para uma amiga.

O Deutschguês, não é a única “língua” híbrida que existe no mundo bilíngue. Tem gente que fala portunhol, deutschnhol, danglish, spanglish e por aí vai. Quando falamos dois ou mais idiomas fluentemente, as chances são grandes de que, em algum momento, eles acabem se misturando em uma frase ou outra. Isso é um fenômeno natural do bilinguismo chamado code-switching. Nós falamos um pouco sobre isso no episódio 14 da primeira temporada.

De forma bastante resumida, o code-switching é uma solução rápida que nosso cérebro encontra quando estamos falando com pessoas que compartilham os mesmos códigos (idiomas) que a gente. Ou seja, se eu sei que a pessoa com quem eu estou falando entende tanto o português quanto o alemão, o meu cérebro se sente à vontade para buscar vocabulário e estruturas dessas duas línguas para nos comunicarmos. É um fenômeno do bilinguismo que não significa ter menor fluência numa determinada língua.

Imagem: Brain by @elisa_riva  @ Pixabay

É muito interessante notar que crianças bilíngues não fazem code-switching quando falam com pessoas que elas sabem que não dominam os dois códigos. No entanto, se você convive com crianças em fase de desenvolvimento da linguagem (até os 4 anos de idade), vale a pena prestar atenção à forma como você se comunica com elas, já que essas crianças vão desenvolver suas habilidades linguísticas através dos exemplos gerados pela interação entre vocês.

É importante que observar também como sua linguagem se adequa às diversas situações que você vivencia. Por exemplo, é tranquilo deixar sua fala rolar como ela bem quiser quando você estiver no churrasco com seus amigos e amigas, mas é uma boa ideia prestar atenção para não ficar misturando as línguas quando estiver numa entrevista de emprego ou quando falar com algum professor na faculdade.

That’s all! Se quiser falar mais com a gente sobre isso, manda uma mensagem aqui nos comentários. Tchüss!

*Por Cris Oliveira

Continuidade Indica: Coletânea Reedificações

Criar pontes e gerar diálogos: esses são alguns dos principais objetivos do Continuidade.

Acreditamos que existe uma coisa muito poderosa no ato de nos conectarmos a pessoas com as quais compartilhamos as mesmas visões de mundo e objetivos. A certeza de não estarmos sós em nossas aflições, nos traz conforto e acalanto. Por isso, foi uma emoção indescritível nos aproximarmos, mesmo que apenas intelectualmente, da queridíssima Farah Serra.

Farah organizou a “Coletânea Reedificações”, que reúne as histórias de mulheres que se reinventaram através da migração. Esses relatos, em primeira pessoa, nos levaram às lágrimas algumas vezes e, em outras, nos mostrou que nossas dores e incertezas são compartilhadas por muito mais pessoas do que imaginamos.

A Coletânea Reedificações conta com histórias de mulheres diferentes e a sua organizadora tem um desejo em comum com o Continuidade: abrir espaços para que mais mulheres falem por si mesmas, aumentar e estimular a cooperação entre nós e ecoar o movimento de mulheres que inspiram outras mulheres.

No nosso podcast, convidamos algumas das mulheres que compartilharam suas histórias na Coletânea Reedificações e o primeiro desses episódios especiais já está no ar. Érica Martins Carneiro morou na Alemanha e há alguns anos vive na Islândia com sua família trabalhando como guia de turismo. Clica aqui para ouvir o episódio e conhecer um pouco mais sobre a história dela!

Para quem se interessou e quer saber mais sobre o projeto e/ou adquirir o livro, é só entrar e contato diretamente com a organizadora através do email: farahserra@farahserra.com.
Recomendamos muito essa leitura!

*Por Cris Oliveira

Aprendendo Alemão

Aprendendo Alemão

Se você resolveu aprender alemão, a primeira coisa que deveria fazer é se perguntar se quer realmente passar por esse tipo de sofrimento. Depois de um breve período de reflexão, se insistir que quer fazer isso mesmo, vamos lá. Só não diga que a gente não avisou!

Alemão é um idioma que, por sua estrutura, pode acabar gerando umas certas dificuldades para o falante do português. Mas, com dedicação e empenho, você pode aprender muito bem a língua de Goethe. Algumas dicas práticas, e que servem para aprender qualquer idioma, podem te ajudar nessa tarefa.

  1. Der, die, das

No alemão, existem três gêneros gramaticais: o masculino (der), o feminino (die) e o neutro (das). Uma boa dica é aprender os substantivos sempre acompanhados desses artigos. Por exemplo, digamos que você aprendeu uma palavra nova: “mesa”. Ao invés de anotar a palavra isolada, anote “der Tisch”, ou seja, “a mesa” (traduzindo literalmente, “o mesa”).

Essa é a questão: os gêneros gramatícais não são iguais em todas as línguas e, no caso do alemão, é importante saber que gênero a palavra tem, porque outros elementos gramaticais que você vai aprender depois, como a flexão dos adjetivos e quais pronomes ou artigos usar em cada caso, variam também de acordo com isso.

  • Frases prontas

Anote e pratique algumas frases prontas que você escutar por aí. Quando aprendemos frases que se repetem no cotidiano, principalmente na fase inicial do aprendizado do idioma, a gente não só aumenta nosso vocabulário como nossa fluência. Ter frases prontas para as quais recorrer, evita aquela gagejada, longas pausas e hesitações das quais os iniciantes sempre se queixam.

  • Organização

Outra forma interessante de organizar seu material de estudo é fazendo listas temáticas com as novas expressões que você vai aprendendo. Dá pra fazer lista de frutas, verduras, bebidas, coisas que você precisa dizer quando vai ao supermercado, etc.

Se você combinar a dica número dois com essa aqui, em pouco tempo vai perceber que seu vocabulário vai aumentar bastante. Crie um sistema para anotar novas palavras e estruturas. Muitos livros didáticos de alemão recomendam anotar os substantivos em cores diferentes, de acordo com o gênero. Você também pode usar esse sistema para marcar os casos em uma frase. Assim, os gênreos e casos diferentes ficam logo em destaque ao olhar para suas anotações.

  • Foco

Existem muitos podcasts, sites, livros, aplicativos e canais no Youtube que podem te ajudar com dicas gramaticais. Mas cuidado! Muitas vezes, a gente se perde no meio de tantas opções e acaba não avançando no nosso aprendizado. Vale mais a pena escolher um ou dois meios pelos quais você aprende bem (um site, um canal, um livro, um aplicativo), se concentrar nisso e tentar manter uma certa constância. Um site muito legal é o da Deutsche Welle. Lá, você encontra uma série de impulsos que podem te acompanhar em seu aprendizado, como por exemplo, filmes, explicações gramaticais, exercícios, notícias e muito mais.

Clica aqui pra conhecer o Deutsche Welle!

  • Diário de conquistas

Muitos de meus alunos, e eu também, passamos a escrever diários de nossa conquistas em alemão, com o objetivo de praticar o idioma. Qualquer caderninho serve e não precisa de textos longos. O importante é que você crie o hábito de escrever, pelo menos uma frase por dia, sobre alguma coisa nova que você aprendeu ou um progresso em seu processo de aprendizagem. No início, eu escrevia coisas como: “Heute konnte ich die Fahrkarte für den Bus selbst kaufen”(“hoje eu consegui comprar uma passagem de ônibus sem ajuda!”).

Com o passar do tempo, comecei a escrever parágrafos. Depois, os tamanhos dos parágrafos foram aumentando. Essa prática, além de te colocar em permanente contato com o idioma, de oferecer uma forma direta de se confrontar com suas dúvidas sobre a gramática e vocabulário, ainda vai te ajudar a perceber seu progresso com clareza. É também uma forma de apreciar suas conquistas durante o aprendizado.

E ai? Está mais motivado(a) para aprender alemão? Dann los geht’s!

*Por Cris Oliveira

Imagens: Pixabay